Alto Vale do Ribeira

Alto Vale do Ribeira
Vista do Alto Vale descendo para o Baixo Vale às 6:00 horas da manhã. (foto Marcelina)

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Evento " Rede Social Saúde & Vida"

Fotos do Evento! Leiam o texto abaixo.
Nutricionista Ingrid atendendo a comunidade

Enfermeira Ana Maria observa os alunos de enfermagem prestando atendimento ao público

Feira de trocas de sementes e mudas


Alunos da Enfermagem fazer exercício como Rogério Madureira


Cidadão tentam fazer a espada soar

Fila no atendimento, muita gente veio para receber esse carinho, ao fundo a fisioterapeuta Josélia atendendo

Lojinha de produto naturais da Ana da Farmacenter


Vanda do Assentamento e dona Sebastiana, alunas do Curso de Alimentação e Nutrição


Marina da Associação dos Artesãos sendo abordada pela Paulinha para responder a pesquisa


Olha a Fanta Caseira !

Rede Social Saúde Vida , aconteceu no dia 28 de maio de 2011 em Apiaí na Praça Alberto Dias Batista.
O evento foi fruto do trabalho dos alunos do Curso " Formação de Multiplicadores em Segurança Alimentar e Nutriconal Sustentável " projeto executado em Apíaí pela Fundação Orsa, que com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social , formou cerca de 60 alunos do Alto Vale do Ribeira.
O Grupo, que intitulou-se " Rede Social Saúde & Vida" apresentou o projeto como uma proposta para a que a partir dele iniciar ações voltadas para a multiplicação dos conhecimentos adquiridos.
Com muito profissionalismo, se apresentaram e fizeram parcerias na comunidade para mobilizar a população e sensibiliza-la com respeito a nutrição alimentar e saúde.
Os alunos criaram um evento aonde instalaram barracas para atender a população com aferição de pressão, peso, Indíce de massa corporal e avaliação e prescrição com as nutricionistas, que atenderam mais de 200 pessoas.
Após isso, os participantes poderiam praticar as atividades físicas que foram cuidadosamente preparadas pela fisioterapeuta, Doutora Josélia e o Sr.Rogério Madureira, especializado em defesa pessoal que animou o evento.
Também havia uma área de degustação, onde todos puderam provar diversos pratos, dentre eles o pão de taioba, chá de gengibre com suco de uvas, fata caseira, bolo de farinha de milho, folhado de banana e antepasto de berinjela. .
Houve também barracas de produtos naturais dietéticos e light, artesanatos local, uma feira de troca de sementes e mudas.
Segundo uma das integrantes - A troca de Sementes e Mudas tem tudo a ver com a Segurança Alimentar, pois ao trocarmos as sementes e mudas estamos melhorando a qualidade da mesma.
Enfim, a população recebeu esse presente dado com muito carinho pelos alunos da " Rede Social Saúde Vida, que a partir dessa data passa a ser um ponto de troca de experiências, receitas, conhecimentos e solidariedade.
A cozinha experimental está funcionando no Sigma e fiquem atento para os cursos que se seguirão.
acesse nosso blogger e fique por dentro das atividades da rede.
http://www.http//redesocialsaudevida.blogspot.com

Sacolas Ecológicas hoje, eram apenas sacolas ontem! básico!Qualidade de vida!

Saudades das coisas boas é algo que nos faz pensar que não adianta correr tanto para criar novos materiais mais resistentes ou mais fáceis de manusear se não pensarmos na sustentabilidade dessas coisinhas que nos fazem rapídinho reféns de seu consumo.
Eu sempre fico um pé atrás com essas coisas que aparecem e logo todo mundo quer ter um. Sempre espero um pouco pra experimentar.
Desde 2002 estou incentivando o consumo de sacolas ecologicas.
Acho que demorou demais para o governo tomar essa decisão!
Nunca me viciei em nada quase, pra mim as coisas são passageiras, hoje eu tenho, amanhã posso não encontrar, por que tenho que fazer disso um costume?
Desde criança fui acostumada a tomar café com leite todas as manhãs, a primeira vez que estive no chile, tive que enfrentar a primeira falta de algo que era costume desde criança. La eles não costumam tomar café com leite, toma chá e outras coisas como frutas, yogurte.
Nos primeiros dias eu buscava encontrar um meio de fazer meu cafézinho com leite, mas depois fui descobrindo novos sabores, e pra la de bons, como o chá, que la é delicioso com um pãozinho torradinho na chapa,mas mesmo assim me faltava o café com leite. Por isso não dá pra dizer que nunca tive um vício.
Mas falando do que interessa, as sacolas ecológicas, são na verdade as sacolas que nossa mãe levava à feira, ao mercado, à mercearia.
Minha mãe tinha uma sacola de lona listrada e  outra era bem linda que tinha uma cor caqui. Isso durava tanto!
Mas quando minha mãe fazia compras do mês vinham em sacas de tecido que ela aproveitava pra fazer os panos de cozinha.
Então. Nessa epoca a gente ia passear nos bairros rurais e não via saquinhos espalhados por toda parte.
Hoje, é muito complicado, encontramos sacolinhas até nas hortas e plantações.
As pessoas na área rural encontram mais dificuldades em se desfazer dessas coisinhas. Na zona urbana deixamos elas no lixo e alguém vem buscar, por isso, não nos preocupamos com seu fim, que na verdade isso retorna para nós em forma de poluição das águas do subsolo, das pragas e novas formas de contaminação que nem sequer imaginamos.
Hoje a gente vai no supermercado e eles nos dão sacolinhas de todos os tamanhos, uma verdadeira praga.
Isso realmente é algo que me incomoda.
Quando a lei que proibe sacolinhas estiver valendo, acho que vou fazer um mutirão de recolhimento dessas praguinhas.
Parabéns a quem teve a coragem de proibir isso em São Paulo, até que enfim alguém teve a honra de dar um basta nisso. Por que as sacolinhas plásticas se tornaram um festival de poluição, uma verdadeira praga no planeta.
Vamos acabar com as sacolinhas sim! Não adianta falar que há outras coisas que polui mais!
Sacolinhas polui sim e muito!
até
Marcelina
Essas sacolas foram feitas por mim
sacola lilás borboletas e fitas

Sacola em preto e branco fuxico



sacola verde flores fuxico

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fotos de Cerâmicas



Essas fotos foram tiradas no barracão

quinta-feira, 31 de março de 2011

Projeto- Rede Segurança Alimentar , Saúde e Vida!

Esse texto é uma introdução do livro - JACOBS, Jane (1961): Morte e Vida das Grandes Cidades


Muito bom esse livro, recomendo.
 http://escoladeredes.ning.com/


Até pouco tempo atrás, a melhor coisa que eu fui capaz de pensar em favor da civilização, afora a aceitação irrestrita da ordem do universo, foi que ela tornou possível a existência do artista, do poeta, do filósofo e do cientista. Mas acho que isso não é o melhor. Hoje acredito que o melhor é aquilo que entra direto em nossa casa. Quando se diz que estamos muito ocupados com os meios de vida para conseguir viver, respondo que o principal valor da civilização é simplesmente que ela torna os meios de vida mais complexos; que ela exige grande combinação de esforços intelectuais em vez de esforços simples e descoordenados, para que a população possa ser alimentada, vestida, abrigada e transportada de um lugar a outro. Esforços intelectuais mais complexos e mais intensos significam uma vida mais plena e mais rica. Significam mais vida. A vida é um fim em si mesmo, e a única questão sobre o valor da vida é tirar dela o máximo proveito.


Só mais uma palavra. Estamos todos muito próximos do desespero.

A proteção que nos faz flutuar sobre as ondas de desespero compõe-se de esperança, fé no valor inexplicável e no desfecho certeiro do esforço e profunda e subconsciente satisfação que advém do exercício de nosso potencial.

OLIVER WENDELL HOLMES, JR


Tudo isso, me faz pensar de que nunca devemos desistir de nossos sonhos, projetos e ideias, por mais que possam parecer utópico.
Hoje é um dia que começamos com um novo projeto.
Não sabemos aonde vai dar, mas sabemos que irá dar flores, frutos e sementes.
O Projeto  Rede Segurança Alimentar, Saude e Vida, está nascendo e isso mostra o quanto podemos mudar na vida das pessoas com um simples gesto e algumas palavras. " Estou aqui e me importo com isso" !
Agradeço as colaboradoras iniciais, RoseinaMiranda, Márcia Aparecida Faria, Jane Slo´mpo, Valéria Dias Batista, Paulinha Moreira, Eliana Aparecida de Lia, Lucilei Vivian, Isabel Ap. Miguel Patrícia L Araujo, Cristiane O. Rafael, Sandra Carriel de Lima  e as nutricionistas, Mary e Ingrid.
Estamos aqui para issom então vamos la.
Marcelina Mendoza

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cartão de Ano Novo!

Feliz Ano Novo!!




Abracem! Sorriam! Amem!Sejam Felizes! Quebrem os protocolos!

A vida é bela! heheheeh

Tudo isso por que?



:-)

Alguém se importou ! E algo Maravilhoso aconteceu!

Não foram presentes doados e sim comprados por todas as artesãs e trocados entre todos! Eu participei! Eu ví !

Alegria verdadeira em seus olhos!

Esse é o grande resultado! As artesãs, mães e filhos trocam presentes no barracão! Onde passaram o ano inteiro trabalhando.Essa é formula do Desenvolvimento!

Melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas em todos os sentidos!

Esse é o grande trabalho que podemos fazer com jovens! Integração das famílias.

Todos devem se importar! Em 2011, faça um trabalho voluntário.Apoie o associativismo em todas as formas!

abraços

Feliz 2011!

Marcelina Mendoza



Não há nada mais belo que uma família feliz!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Uma epoca de Ouro! Essa história ainda não acabou, continua....

Programa Sebrae de Desenvolvimento Local – Apiaí/SP

Alto Vale do Ribeira- Palmital e Campininha

Apiaí é uma cidade pequena, com clima frio e úmido, situada a quase mil metros de altitude, é o polo central do Alto Vale do Ribeira. O município tem uma população de 27 mil habitantes, com 60% na área urbana e 40% na área rural.( ultimo Censo).

Sua economia é baseada na agricultura ( plantação de tomate), e possui uma fábrica de Cimento da Camargo Corrêa, ( Cimento Cauê), que gera hoje 203 empregos diretos e mais 100 empregos em média, temporários), que geralmente trazem mão de Obra de outras localidades.
A população que vive na área urbana, enfrenta muitos problemas com a falta de trabalho, existe pouca alternativa de trabalho principalmente para mulheres. Outra grande dificuldade é a falta de cursos de qualificação profissional.

Os jovens que conseguem ter recursos financeiros para estudar, mudam-se para Curitiba, Itapetininga, Itapeva ou Sorocaba e na maioria das vezes, não voltam mais, pois formam-se e encontram possibilidades melhores em outras cidades.

Outros, geralmente médicos, dentistas, enfermeiros, farmacêutico, advogados, depois de formados voltam, porque têm opções de trabalho e a cidade de Apiaí e ela tem seus atrativos pois é um lugar tranqüilo para se viver, quase sem a violência da cidade grande e um clima saudável. Os filhos de Apiaí que saem 1/3 apenas voltam.

O Objetivo é criar uma fonte de renda, ensinar a preservar o meio ambiente e melhorar as condições de vida comunitária, buscando incentivar atividades em grupos nos princípios do cooperativismo, gerando renda e criando experiências inovadoras.

• Os Bairros Palmital e Campininha são semi-urbanos, pois estão situados entre a zona rural e urbana, e a associação desses bairros, fundada em julho de 1.995, com atividades pouco promissoras, estava em total descrédito com os moradores.

• Uma das reivindicações hoje é unir os dois bairros, pois existe uma leve rivalidade entre eles, por falta de atenção das autoridades locais.

• Outro desafio é gerar emprego para esses moradores e melhorar sua qualidade de vida.

• A missão da Associação de Mulheres dos Bairros Palmital e Campininha é buscar a melhoria a qualidade de vida delas próprias, da família e dos Bairros. 
Frases que refeltimos!
“ Desenvolvimento Sustentável é a Melhoria da Qualidade de Vida de Todos em Todos os Sentidos”.

“O segredo do poder está na vontade, a vontade é um grau superior da inteligência, a ação é um grau superior da vontade”.

As mulheres têm um papel vital no gerenciamento e desenvolvimento ambiental. Sua participação integral é essencial para se atingir o desenvolvimento sustentável e assegurar um mundo melhor para todos. ( Agenda 21).

Iniciou em novembro de 2.000, pelo Programa de Desenvolvimento Local. através da Gestora do Sebrae/SP,Marcelina Mendoza,  no Programa de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável da Comunidade Ativa. O trabalho que motivou essas pessoas a buscarem a “Melhoria da Qualidade de Vida em Todos os Sentidos” e com isso vem desenvolvendo as seguintes atividades.

Quando marcamos a reunião, não imaginava que apareceriam tantas mulheres, foi ai que iniciei minhas atividades trabalhando mais com as mulheres, por que até então, as mulheres eram muito pouco convidadas para decidirem sobre o que fazer em sua comunidade, isso geralmente era tarefa para homens.
(Primeira Reunião com o grupo em 27/11/2000), na escola do Bairro)



Tudo começou com uma reunião de 25 mulheres, que chamamos de “ Motivação para o Desenvolvimento”...



Em processo participativo nesse dia foram levantadas 7 ações prioritárias, sendo a primeira a se realizar dentro de 30 dias.

1- Festa de fim de ano para crianças carentes do Bairro;

2- Mutirão para limpeza do Bairro;

3- Plantar flores para enfeitar o Bairro;

4- Organizar uma associação e/ou cooperativa;

5- Trazer cursos diversos;

6- Montar um oficina de costura;

7- Fazer um levantamento dos artesãos do bairro; para avaliar alternativas de desenvolvimento nesse ramo;


Quanto ao lanche, algumas ja se encarregaram de arrumar a mesa.Geralmente essas é que são as lideranças em umgrupo.

A primeira ação priorizada, aconteceu no dia 30/12/00, com o apoio do Programa Sebrae de Desenvolvimento Local na organização e da vontade das mulheres do bairro, integrantes do encontro acima, fortalecendo os laços entre elas, pois todas trabalharam com muito empenho, a festa contou com a distribuição de bolos, doces e sucos para 660 crianças e 300 adultos. ( item 1).

Durante o evento fizemos uma campanha para se fazer uma festa limpa, onde os cuidados com higiene foram tomados como ponto principal da atividade.
O resultado foi uma festa de crianças onde os guardanapos e copos plásticos eram depositados por elas mesmas em sacos enfeitados com carinha feliz e segurados por jovens maiores que percorriam o pátio, quando a festa terminou, não havia nenhum papel ou copo de plástico no pátio da Escola.



O Evento contou com o apoio da Prefeitura e comerciantes, que doaram sucos, balas, ovos, doces, mas o trigo, açúcar e outros ingredientes, foram doados pela população do bairro.




Primeira Atividade do Grupo ( 30 dias depois da primeira reunião)
Iniciamos em janeiro de 2.001, com apoio do Programa Sebrae de Desenvolvimento Local, um período de busca de alternativas para desenvolver e mudar a realidade dessas mulheres, e de acordo com o item 5 de prioridades por elas priorizadas, a Associação já participou de alguns cursos disponibilizados no município, dentre eles:

Nessa foto vemos  essa menina  a Luana, hoje ela está formada em tecnologia da Informação e trabalha em uma empresa Multinacional, ja esteve no exterior duas vezes .
Ela mora agora em Curitiba, seus pais acompanharam ela e ganham muito bem la.
Agora eu penso, e aquele menininho ai atrás, aonde estará?
Vou buscar a informação e conto pra vcs assim que tiver a informação.

1- Programa de Desenvolvimento do Artesanato Sutaco e Sebrae/SP, iniciado em junho de 2.001. Foram enviados para esse programa 18 integrantes da Associação dos Bairros, que já estão na terceira fase do programa. Na foto, uma reunião com jovens e algumas dinâmicas de grupo, enfatizando o trabalho cooperativo, com a criatividade e a força jovem para enfrentar a crise do desemprego e falta de alternativas de crescimento profissional. ( item 7 das prioridades).



2- A Associação dos Bairros Palmital e Campininha organizaram uma barraca para comercializar na feira local, ( 23/06/01) produtos como doces e salgados e artesanatos feitos por elas, sendo essa a primeira barraca de forma associativa existente na feira local, elas vendem tudo e dividem o lucro , com isso estão gerando renda e fortalecendo os princípios do cooperativismo.(Item 4 das prioridades ), ver foto.

Mulheres vendendo seus produtos na feira local e as crianças ao lado aprendendo como se faz.

Associação dos Bairros Palmital e Campininha em ação na Feira Local

Frase motivadora que me inspirou enquanto estive no Programa de Desenvolvimento Local

“ Vá ao encontro com seu povo;

Ame-o;

Aprenda com ele;

Sirva-o;

Planeje com ele;

Comece com o que ele sabe;

Construa sobre aquilo que ele tem.

(Kwame N’ Krumah)

Não  importa se o Sebrae não faz mais desenvolvimento local, se agora eles so trabalham para micro e pequenas empresas.
Ai fica fácil, quando alguém ja decidiu o que vai fazer.
Mas mudar o futuro, precisa de muito mais!
Eu penso que podemos mudar o futuro, de uma forma ou outra.
O trabalho de elevar a consciência da pessoa para pensar em um futuro melhor, está em pequenas ações que qualquer um pode fazer. Basta dispor de um tempo para conversar com as pessoas, perguntar qual é o sonho de cada uma delas.
Perguntar como é que elas se imaginam no futuro.
Mostrar que tudo depende apenas da vontade de cada um e a união em torno de objetivos.
Dar o primeiro passo é muito importante.

Márcia Marcelina

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Projeto elaborado para capacitação de Mulheres na àrea rural do Distrito do Encapoeirado

Janeiro de 2011 - Enviamos esse projeto para o Fundo Social de Solidariedade de Apiaí com a finalidade de obtenção de recursos para pagamento da monitora de costura.
A capacitação em associativismo. planejamento, gestão básica e oficinas de criatividade serão facilitados pela AMCA, ( Associação das Mulheres Cooperativadas de Apiaí).
Os resultados serão divulgados aqui e todo o processo de capacitação como se desenvolverá:

Projeto: Capacitação de Participantes do Programa Bolsa Família no Distrito do Encapoeirado para geração de renda

Proponente: Associação das Mulheres Cooperativadas de Apiaí em parceria com o Fundo Social de Solidariedade de Apiaí.
Responsável: Marcelina Mendes da Silva Mendoza
Nossa Missão: Desenvolver uma política de divulgação e utilização do associativismo nas suas mais diversas formas.
Valores: Responsabilidade, transparência, solidariedade e cooperação.

Objetivo:

O projeto de capacitação em costura e operação de máquinas industriais no Distrito do Encapoeirado surge da necessidade de levar oportunidade para mulheres que residem na área rural participantes do Programa Bolsa Família para desenvolverem atividades de costura artesanal de forma a melhorar a renda familiar e desenvolver habilidades de gestão associativa em projetos de economia solidária.

Justificativa: O Distrito do Encapoeirado, cerca de 15 a 20 quilômetros distante do centro da cidade, fica longe do acesso aos cursos do Fundo Social e outros cursos oferecidos para a comunidade.

A AMCA possui uma parceria da Prefeitura Municipal de Apiaí para as despesas de aluguel do local e possui um comodato de maquinas de costura conforme lei 031/2005,mas necessita de apoio para capacitação em confecção artesanal, manuseio e operação das maquinas adequadamente.

As experiências de associativismo no distrito foram satisfatórias e por isso já possuem outra associação de artesãos que produzem artesanato de forma associativa e que hoje preservam a arte da cerâmica, quase extinta em 2.002, sendo que em torno 25 famílias de artesãos que produziam em 1993 chegou a ficar em apenas uma família e essa também havia deixado de produzir.

Com a capacitação feita pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, o apoio e assessoria constante para comercialização e a formação da entidade a Associação de Artesãos de Apiaí em 2009 foi contemplada pela Camargo Corrêa para um projeto de designer e colocação dos produtos no mercado, hoje a Associação está produzindo artesanato de qualidade no município e sua renda aumentou cerca de 100% . Foi desenvolvida uma coleção de 132 peças criadas por elas mesma.

Essa experiência serve para motivar outras mulheres no bairro, que apesar de não serem atraídas para a cerâmica, pensam em produzir trabalhos manuais.

Também observamos que existe uma demanda não atendida de costureiras no Estado de São Paulo em cerca de 40 mil postos de trabalho.As empresas de facção estão procurando Mão de Obra em outros estados devido a falta de interesse nessa modalidade.

O projeto de Capacitação de Participantes do Programa Bolsa Família no Distrito do Encapoeirado para geração de renda visa buscar jovens e mulheres que não se adaptaram na produção de cerâmicas principalmente, desejam aprender a costurar, pois as maiorias de mulheres principalmente jovens vêem buscando oportunidades em outras cidades, devido a poucas possibilidades de emprego nos bairros, sendo por seis meses empregados na lavoura do tomate e os outros seis meses ficam completamente sem trabalho.

Metodologia –

Os cursos terão atividades teóricas, práticas e oficinas de criatividade em que os alunos podem trazer idéias que poderão ser aproveitadas pelo grupo.

Os cursos de formação de habilidades básica, habilidades de Gestão e oficinas de criatividade e a Arte de Planejar que serão facilitados pela Associação de Mulheres Cooperativadas de Apiaí no formato da Secretaria do Trabalho ( SERT)..

Todo o produto produzido pelo grupo será comercializado de forma solidária e em benefício da formação e capacitação continuada das integrantes.

As habilidades básicas e de gestão irão preparar individualmente e coletivamente os participantes para acessarem o microcrédito através do Banco do Povo e Outras entidades como cooperativas de crédito existentes na localidade.

O curso de capacitação em costura e operação de máquinas industriais será facilitado com apoio do Fundo Social de Solidariedade em parceria com a Associação das Mulheres Cooperativadas de Apiaí,conforme cronograma de atividades.

Recursos:

A Associação das Mulheres Cooperativadas é uma entidade sem fins econômicos e os recursos utilizados virão de doações, parcerias e voluntariado.

Recursos econômicos também serão da própria entidade e em parcerias com a comunidade e entidades parceiras.


População alvo

Participantes dos Programas bolsa família e/ outras em situação de vulnerabilidade social.

Recursos Humanos

Formação Básica de Gestão Social

O projeto conta com supervisão voluntária de um Agente de desenvolvimento com experiência em formação de entidades associativas. Formação técnica em administração empresarial pela Universidade Federal do Paraná e contabilista, gestor treinado pelo Sebrae no Programa Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável desde 2000.Possui larga experiência em formação de grupos associativos desde 1.997 e coordenador geral da AMCA, com experiências em formação de quatro entidades associativas no município,sendo elas: Associação dos Moradores dos Bairros Palmital e Campininha, Associação dos Artesãos de Apiaí, Associação das Mulheres Cooperativadas de Apiaí, Associação da Banda Municipal de Apiaí .

A capacitação terá início na primeira semana do mês de fevereiro do ano de 2011.

Formação básica de Habilidades

A Monitora do Curso de Costura tem experiência em Costura desde 1.997 e atua na cidade de Barra do Chapéu como Costureira e empresaria no ramo de costura ( facção).

Cronograma de Atividades

Atividades Monitor Carga Horária

Iniciação à modelagem básica, camiseta, calça feminina , sacolas e outros trabalhos manuais. Costureira 12horas semanais x 4 semanas

Manuseio de equipamentos Costureira 12 horas x 1 semana

Costura em máquina reta, treinamento com tecido. Costureira 12 horas x 4 semanas

Costura em overloque, treinamento com tecido Costureira 12 horas x 4 semanas

Montagem de peças Costureira 12 horas x 3 semanas

Costura de peças, corpo da peça, mangas, golas, colocação de viez, casas de botão,acabamento das peças. Costureira 12 horas x 4 semanas

Confecção de peças para vendas e exposição Costureira 12 horas x 4 semanas

Total de horas/ 288:00
Custo da Capacitação

288 horas – Total R$ 3.168,00

O cronograma de atividades de gestão não serão apresentados nesse projeto, pois é um trabalho que a AMCA desenvolve na medida os grupos se capacitam para desenvolvimento de atividades de geração de renda e conforme sua demanda.

Curso básico de costura com noções de organização social, associativismo, formação de grupos solidários para exercer atividades básicas de gestão, cidadania e cuidados com o meio ambiente. 15 famílias Distrito Encapoeirado de preferência que estejam no Programa Bolsa Família.

Aumento xxxx  mensal na  renda familiar de cada participante.

Valorização do trabalho artesanal, inclusão social da mulher, alternativa de geração de renda, oportunidade da melhoria da qualidade de vida.

Capacitação para desenvolvimento de habilidades em costura com máquina industrial, Sensibilização e formação de grupos( reunião)